Situação só piorou

A dispersão de refugiados pelo mundo acentuou-se nos últimos dois anos, a ponto de se tornar um dos mais graves problemas sociais enfrentados pelos países centrais. Eles chegam aos montes, nas fronteiras da Europa.

Poucos imaginavam que esse efeito colateral da guerra síria abalaria a estabilidade das grandes nações mundiais e as fariam pensar nos custos/ benefícios que supostamente essa guerra tem.
Memórias de uma época - II

20091229

Personalidades da década

Com charme e habilidade política, baixa inflação e programas de transferência de renda eficientes Lula da Silva tornou-se o líder mais popular da história do Brasil


Entre as 50 personalidades que moldaram a última década, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, escolhido pelo jornal britânico Financial Times (FT) por ser "o líder mais popular da história do Brasil", destacou-se entre as personalidades políticas mais influentes da década, entre as quais estão o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; a chanceler alemã Angela Merkel; o ex-presidente e atual primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin; o presidente da China, Hu Jintao e o presidente do Irã, Mahmoud Ahamadinejad (imagens nesta sequência).


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20091225

Ritual de crueldade e medo

Espetar agulhas no corpo de crianças: ritual satânico híbrido ou crime passional? Mistério a ser desvendado.

Um ritual com agulhas, que não é de candomblé e nem de vudu, podendo ser uma modalidade de magia negra cujo “serviço” incluiria elementos do vodu (agulhas e bonecos) e de ritos afro e católicos. Mas também pode ser apenas um meio místico de causar medo e sofrimento em outra pessoa por motivos sentimentais e familiares.

Uma mulher de 42 anos (com 12 agulhas dentro de seu corpo, há pelo menos dois anos) é o terceiro caso semelhante tornado público no Brasil nas últimas semanas. Antes dela, médicos identificaram objetos metálicos pontiagudos em dois meninos, um, com dois anos e meio de idade, na Bahia (cerca de 50 agulhas) e outro de cinco anos, no Maranhão (com sete agulhas), todos com um histórico parecido (vítimas de brigas de casais) e motivos, aparentemente, diferentes.

No caso da mulher de Santa Maria (RS): “Ele disse que queria me ver aleijada, em uma cadeira de rodas, para ficar dependente dele”.

Quanto ao menino de Ibotirama (Bahia), segundo o delegado Helder Santos, o padrasto fez com o objetivo de “matar a criança como forma de vingança, pelo fato de brigar muito com a companheira, que é mãe da criança'.



No caso da criança de São Vicente Férrer (Maranhão), ainda não se sabe, mas se espera que o pai revele os motivos, por ser apontado como praticante de magia negra (aliás, muito comum naquela região do Maranhão).

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20091224

Aquecimento urbano no verão

Superaquecimento das cidades já é uma realidade inquestionável que atinge crianças idosos e pobres nas metrópoles americanas.

O aquecimento global pode atingir as grandes cidades com ondas de calor, elevando os riscos para a população de baixa renda, idosos e crianças durante o verão. Esta constatação faz parte do relatório divulgado pela Federação Nacional da Vida Selvagem (dos Estados Unidos).

O relatório aponta um aumento significativo do número de dias em que as temperaturas superam 37.8 C. Constata, ainda, que as áreas urbanas cobertas de asfalto e concreto, chegam a ficar com temperaturas 10 graus mais elevadas do que as áreas rurais.

O relatório cita inúmeros riscos à saúde associados a altas temperaturas.As ondas de calor podem ser fatais, devido à insolação, e podem agravar problemas de saúde já existentes, deixando os idosos ainda mais vulneráveis e sujeitos a ataques cardíacos, derrames e asma. As crianças também enfrentam altos riscos, conforme explica a climatologista Amanda Staudt:
O aumento da poluição do ar, que normalmente acompanha as ondas de calor, pode prejudicar as crianças, que sofrem mais riscos de sofrer de asma, pois ainda estão desenvolvendo seus pulmões e geralmente se expõem mais, pois respiram com ritmo mais acelerado do que os adultos e passam mais tempo ao ar livre.
O relatório aponta 30 cidades que enfrentam riscos de saúde provenientes das ondas de calor e que são agravados pelo aquecimento global, com base em quatro fatores: média de dias de “calor opressivo” no verão, índice de residências sem ar condicionado, nível de ozônio terrestre e índice de famílias que vivem abaixo da linha da pobreza. Entre as cidades que apresentam maior risco estão Boston, Houston, Phoenix, Nova York e Los Angeles.

O relatório também adverte sobre a possível extinção de toda a vida selvagem e sobre os riscos para as plantações, insistindo na redução em 80% da emissão de poluentes até 2050, uma meta coerente com legislações climáticas que tramitam no Congresso americano.

O relatório exige medidas específicas para tornar as cidades “mais verdes e frias”, instalando telhados de cores claras, que refletem a luz e ajudam a reduzir o efeito da “ilha de calor urbano”, assim como mais parques, árvores e “telhados verdes”.

É recomendado também que as cidades estejam mais preparadas para as ondas de calor, melhorando o atendimento aos idosos, moradores de rua, pobres e crianças.

O relatório pede avanços na gestão e restauração de hábitat da vida selvagem, ajudando a proteger as espécies do calor, sugerindo a implementação de um sombreamento de riachos pela vegetação ciliar, ajudando a manter as águas frias e a proteger os peixes.

20091215

Portas abertas ao abuso de drogas

O uso de maconha não é o único fator de risco para adolescentes ingressarem no mundo das drogas. Aspectos ambientais e familiares são mais importantes.


A maconha não é uma porta de entrada pela qual se pode predizer um eventual abuso de drogas, segundo um longo estudo de Ralph Tarter e cols., do University of Pittsburgh Medical Center, com base no período de 1997-2009, publicado pelo American Journal of Psychiatry (Dez. 2009).

Os resultados da investigação põem em questão a filosofia básica dos esforços de prevenção e de políticas públicas, praticados nas últimas seis décadas, causa de muitos pais entrarem pânico ao descobrir uma bucha ou um cigarro de maconha no quarto do filho.

Tarter e cols. (2009) acompanharam 214 meninos com idades entre 10 e 12, os quais, eventualmente, usaram drogas (legais ou ilegais). Quando os meninos atingiram a idade de 22 anos, eles foram divididos e avaliados em três grupos: 1) os que usavam apenas álcool ou tabaco; 2) os que começaram com álcool e tabaco e depois começaram a fumar maconha (seqüência de entrada); e 3) aqueles que usavam maconha antes do álcool ou tabaco (seqüência reversa).

A pesquisa revelou que a maioria das pessoas avaliadas (63,2%) não eram mais propensas ao uso de substâncias psicoativas do que aquelas que seguiram a sucessão tradicional do álcool e tabaco antes da droga ilícita. Quase um quarto (23,7%) da população estudada usaram drogas lícitas e ilícitas em algum momento; e apenas 13,1% exibiram o padrão reverso do uso da maconha antes do álcool e/ou tabaco.
"O acesso progressivo à maconha pode ser o padrão mais comum, mas, certamente, não é a única ordem no uso de drogas. Na verdade, o padrão reverso é uma imposição forçada para se prever o risco de desenvolver dependência de drogas" (Tarter e cols., 2009).

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A tática empresarial do perdão planejado

A estratégia funciona mesmo que o destinatário do pedido de desculpas não o receba da pessoa que fez o agravo. Pode até ser alguém contratado para função.

Sobre as influências da psiquê na cura de doenças, especialmente do câncer, a abordagem do psicólogo Alex Loyd (2009), em seu Códigos Curativos (The Healing Codes) parece oportuna. Para ele, todo problema de saúde está relacionado com a negação de perdão, entendimento sustentado também pelo oncologista Ben Johnson, que pesquisou o tema junto a religiosos e profissionais de saúde de várias áreas.

A conclusão foi que a maioria dos problemas de saúde e as respectivas soluções encontram-se “nos assuntos do coração” e nos seus respectivos “códigos de cura” bloqueados. Os assuntos referem-se às mentes inconsciente e consciente, crenças, emoções, pensamentos e memórias celulares. Os códigos vinculam-se ao perdão, às ações saudáveis, à mudança de crença, e bem assim, às virtudes do amor, da alegria, da paz, da paciência, da elegância, da modéstia e do auto-controle.

Em outro estudo, no campo empresarial, realizado pelo Centre for Decision Research and Experimental Economics (CeDEx) da Universidade de Nottingham (Reino Unido), a tática de pedir perdão foi o tema central da pesquisa. A questão era saber se os clientes decepcionados com os serviços de alguma empresa continuavam sendo clientes após ter recebido desculpas pelos problemas causados. Constatou-se que as empresas que simplesmente pedem desculpas aos clientes descontentes estão melhor posicionadas do que aquelas que oferecem uma compensação econômica por seus erros.

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